quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

O melhor é o início ou o fim das coisas?Essa é uma pergunta que certamente já ouvi em alguns momentos da vida, as vezes me fiz também. Qual é a melhor, a primeira ou a última mordida da pizza predileta? Sobre a pizza, ainda continuo na dúvida, mas hoje tive certeza de que nas coisas de sentimento, de amor, de amizade, o fim é a pior parte. O começo é lento, a paixão está lá e é só uma questão de atração, é mais fácil se desprender, terminar, desapegar-se, mas quando vira amor, o fim é uma ferida profunda demais que não importa se é cavada aos poucos ou de súbito, ela vai doer e doer muito, até ser insuportável.
Agora entendo o que é ter o coração partido, não por um Amor Eros, não por um namorado, por algo maior que atração física e beijo na boca, por confiança, por amor fraterno, por amizade. Um sentimento grande demais, e agora doloroso demais. Talvez no final das contas seja assim mesmo, o mais importante seja o novo, a paixão, a emoção do desconhecido. O amor perde a graça, se desgasta e vira segundo plano. A paixão cega. A paixão por qualquer coisa cega e imuniza até mesmo um amor construído em anos, em estradas, em sentimentos de todos os tipos. É a aceitação de quem ama, aceitação a qualquer hora enquanto você é amado ou esquecido, só que nem mesmo o mais puro amor consegue por tanto tempo superar a força do descaso, suprir os buracos da ausência, então a tristeza vem, a agonia e o cansaço começam a surrupiar os bons sentimentos, apagar as boas lembranças, os dias, as horas, os retratos, os sentidos.
É triste assumir mas não sei me fazer indiferente, talvez seja insegura ou imatura demais, mas não consigo simplesmente deixar como está e ficar tudo bem. Ando mesmo triste e queria que essa droga de sentimentalismo parasse de bater tão forte na minha alma até incomodar meus olhos virando lágrimas. Elas são humilhante as vezes, sinceramente não consigo fingir contentamento, fingir toda essa maturidade, essa farça que é não demonstrar afeto por simples orgulho. Queria que as pessoas fossem mais abertas, mais sinceras com os outros e consigo mesmas. Seria tão mais fácil se o ego desaparecesse por alguns segundos e a verdade falasse sem ser interrompida pelo orgulho, sem ser abafada pela omissão.
É constrangedor dizer, mas não sou forte pra isso tudo, e a fraqueza pra mim é a forma mais bonita de ser chamada toda essa coisa de se expressar, de deixar claro os bons sentimentos de falar que liga, de assumir que ama.
Agora parece que terminou, por omissão, por desapego, por desculpas demais e descasos demais, terminou. E ao que parece, a única coisa boa desse fim é estar livre do impasse, do sentimento arrebatador de vê-lo chegando e o coração pular de alegria com a esperança que dessa vez seja como antes, que dessa vez ele permaneça. Talvez seja melhor não conviver mais com a mentira, com a esperança forçada, com a presença requisitada, com o empurrar com a barriga por não ter um motivo verdadeiro para um trágico fim. E que fim trágico se torna o fim recebido com descaso, com aceitação, com facilidade, com pouca importância.Aprendemos a ser tão duros, tão indivíduos, tão homens que esquecemos o que é ser humano, essa humanidade que julga amizade entre pessoas de sexo oposto, que julga o amor falado, que julga o homem que chora.
Eu não tenho sorte definitivamente, sou de poucos amigos, e essa coisa toda de poucos e bons as vezes complica, porque quando se perde um deles, se perde a direção, se perde um pedaço grande demais. um coração dividido em poucas partes porém um coração com uma parte grande demais ferida, mas como diria Cazuza, "baby, suporte, foi apenas um corte." Mais um corte. Imagino o que ele passou ao escrever essa música, não é atoa que vivia entorpecido. Acho que já estou falando besteiras demais aqui, deixando os dedos caminharem sem muito limite por esse teclado. Hoje não tenho nenhum fim de texto, nenhum conselho, nenhuma moral de história, apenas precisava escrever, pra não lembrar demais, pra não sofrer demais, pra me sentir acompanhada, mesmo que só por eu mesma, éramos um trio, é o que ando pensando. Agora restam lembranças boas e pedaços de alguma coisa que talvez um dia foi amor. Pena que não era amor o bastante, pena que esse seja mais um caso de amor sufocado pela paixão de tantas outras coisas da vida.
Apesar disso tudo, a parte boa é que ficam as lembranças felizes, os momentos, os objetos e principalmente as marcas que um deixou no outro ao longo do tempo. Então no final das contas a amizade prevalece, ela nunca morre tão rapidamente como a paixão, no fundo sempre estará lá. E a única coisa que pode se esperar do fim, é que as marcas que se deixa sejam boas em sua maioria. Marcas lembradas com saudade, mesmo que nunca mais revividas.

Apesar da dor, ainda se tem os amigos que ficam, aqueles que não são apenas pessoas com suas individualidades, aqueles que não colocam suas vidas tão acima desse sentimento e não o fazem algo secundário. É destes amigos que quero lembrar e guardá-los com todo o afeto e dedicação possíveis para que eu os tenha sempre, para que eu dê e receba com a mesma intensidade. Com decepções e perdas podemos sempre aprender e não repetir erros banais, assim, com minha melhor amiga que tento e quero fazer, obrigado por permanecer e se esforçar por isso, eu sempre estarei com você. Lembre-se, Mesma intensidade!


segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Um capítulo sobre faquezas e perdão.

O menino do pijama listrado
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Jamais se sentira tão envergonhado em toda sua vida; nunca imaginou que seria capaz de se comportar com tamanha crueldade. Perguntou-se como poderia um menino que pensava ser uma boa pessoa, agir de maneira tão covarde em relação a um amigo.Ele se sentou na sala de estar durante muitas horas, mas não conseguiu se concentrar no livro nem ousou voltar à cozinha até bem mais tarde, quando o tenente Kotler já havia voltado e levado Shmuel de novo ao campo.

Nas tardes seguintes, Bruno retornou ao ponto da cerca onde os dois costumavam se encontrar, mas Shmuel nunca mais apareceu. Depois de quase uma semana ele se convenceu de que o que havia feito fora tão terrível que jamais seria perdoado, porém no sétimo dia ficou extasiado ao ver Shmuel esperando por ele, sentado de pernas cruzadas no chão, como sempre, e olhando para a poeira debaixo de si.

"Shmuel", disse ele, correndo na direção do amigo e sentando-se, quase chorando de alívio e arrependimento. "Eu sinto muito Shmuel. Não sei porque fiz aquilo. Diga que me perdoa."

"Tudo bem", disse Shmuel, olhando pra ele.Seu rosto estava todo machucado e Bruno fez uma careta, por um instante se esquecendo das desculpas que estava pedindo.
[...]

... Sentiu que deveria dizer mais uma vez e com muita sinceridade. "Eu sinto muitíssimo Shmuel", disse numa voz bem clara. "Não posso acreditar que não contei a ele a verdade. Nunca desapontei um amigo dessa maneira antes. Shmuel, estou envergonhado de mim mesmo."

Quando Bruno disse isso, Shmuel sorriu e balançou a cabeça, e Bruno soube que estava perdoado. Então Shmuel fez algo que nunca havia feito antes: ele ergueu a parte de baixo da cerca como sempre fazia quando o amigo lhe trazia comida, mas desta vez ele estendeu a mão por baixo e a manteve lá, esperando até que Bruno fizesse o mesmo. Os dois meninos apertaram as mãos e sorriram um para o outro.

Foi a primeira vez que eles se tocaram.
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Ando sem motivação para escrever. sem vontade eu diria.

Obrigado por lerem.

Ainda temos mais uma parte deste pequeno e valioso livro.

Até a próxima postagem,

prometo desta vez, não demorar.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

O menino do pijama listrado.

Mas o melhor de tudo é que ele tinha um amigo chamado Shmuel.
Ele adorava caminhar ao longo da cerca todas as tardes e ficou satisfeito em ver que o amigo parecia muito mais feliz ultimamente, e os seus olhos não estavam mais tão fundos, embora o corpo ainda fosse ridículo de tão magro, e o rosto de uma desagradável tonalidade cinza.
Certo dia, enquanto estavam sentados no lugar de sempre, um de frente para o outro, Bruno comentou: “Esta é a amizade mais estranha que já tive.”
“Por quê?”, perguntou Shmuel.
“Porque com todos os outros meninos com os quais eu fiz amizade eu podia brincar”, respondeu ele. “E nós nunca podemos brincar juntos. Tudo o que podemos fazer é ficar aqui sentados conversando.”
“Eu gosto de ficar aqui sentado conversando”, disse Shmuel.


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Esse livro é bastante peculiar eu diria, não sei bem o porque gostei tanto dele, é pequeno e meio infantil por vezes, e essas não são características de um livro que eu adoraria tanto quanto o adorei. Presumo que seja pelo simples fato de ser uma história pura, sobre inocência em um tempo de preconceito. Amizade, perdão, mentiras, enganos e personagens bastante humanos são características marcantes dele então pra quem quer uma leitura agradável sem pretenções porém emocionante esse livro é uma ótima opção e talvez, quem sabe, você sinta tanto quanto senti lendo essa historinha, não entendo bem o que cada um pode tirar dela mas esse livro desperta de alguma maneira nossos sentimentos de infância, de inocência, certamente ódio também, mas essa é uma outra parte do que você pode sentir.
Enfim, vou postar em 3 posts partes do livro que gostei.
A Segunda Guerra Mundial tem se tornado um assunto no mínimo interessante pra mim, ando descobrindo coisas interessantes sobre essa história tantas vezes mal contada.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Um dia a gente aprende que palavras de amor e amizade geralmente são só palavras e deixa de se apegar demais a elas. Um dia aprende que conviver com momentos de solidão não é tão ruim quanto se decepcionar com os outros ou decepcionar alguém. Um dia a gente aprende que existem características que não nos deixam nunca, são vícios que ao menor descuido reaparecem.
Um dia a gente aprende que novelas são novelas, filmes são filmes, livros são livros e no fim do roteiro da nossa vida nem sempre o final vai ser feliz mesmo. Mesmo assim a gente aprende que se não formos otimistas tudo vai ser ainda pior. Um dia a gente entende que por mais que nos importemos, talvez ninguém se importe tanto e que os outros provavelmente só nos ouvem porque também precisam ser ouvidos.
Um dia a gente saca que sociedade justa ou mundo igualitário é uma utopia , os socialistas enlouqueceram e o capitalismo está deixando os homens indiferentes aos homens. Um dia a gente aprende que escrever um bom livro é mais fácil que vendê-lo. Um dia a gente aprende que amar não é ser amado, Que dar é "dar" sem intenção de algo em troca ou o que virá provavelmente será a frustração. Um dia a gente acorda querendo dar ao mundo o melhor que temos mas cai na real e vê que ser você nunca será o suficiente.
Um dia a verdade aparece, a gente se aborrece e tenta fingir que nada viu, mas não esquece. Então você senta no chão, suja as roupas, faz uma prece pra que o mundo se cure a dor de seus olhos abertos não dure, espera passar mas nada acontece. O mundo virou, as coisas saíram do lugar , as pessoas te aborrecem e no fim das contas te esquecem, desaparecem.
Um dia a gente aprende que pra quem sofre da síndrome de falar o que pensa sobra a fogueira da inquisição, te complicam e te desejam a ruína. Um dia a gente aprende que o tempo mostra quem são os verdadeiros amigos e prefere ter poucos porém bons, a maioria some quando o bicho pega. E é aí que só a folha em branco de um caderno qualquer aceita te ouvir. Então sua ficha cai quando a folha chega ao fim e a vida está escrita. Então a gente aprende que a vida é passageira e nós somos um passageiro de passagem apenas. Uma hora dessas a ficha cai e tudo o que queremos é aproveitar a vida antes que isso tudo que é passageiro demais passe na velocidade da luz e reste pouco demais de uma vida pra se aproveitar.


XXX
Relacionamentos andam tão descartáveis que as vezes nem da vontade de ter um.

Parece que não importa mesmo o quanto você seja amigo de alguém,
quanto tempo essa relação dure ou tudo o que vocês passaram juntos,
quando um dos indivíduos resolve se relacionar "amorosamente" com alguém
parece que amigos são apenas conhecidos,
colegas pras horas de tédio ou brigas com namorados(as) afinal eles,
namorados e namoradas sempre serão prioridade certo?
é isso mesmo o que a sociedade prega, "o certo a se fazer",
porque quando se tem um namorado amigos tem que ser deixados,
principalmente os amigos de sexo oposto, esses nem mesmo é permitida uma amizade
por puro ciúme sem fundamentos.
É triste como as pessoas não aprendem que é possível homens e mulheres serem amigos
sem segundas ou terceiras intenções.
Mas isso é difícil demais para se entrar na cabeça,
é simples, o namoro começa e nem precisa demorar para os sinais aparecerem
-distância, desculpas pela ausência, pequenas chateações
e enfim as brigas os amigos não são tão ligados assim.
Infelizmente namoros acabam e aqueles amigos outrora "essenciais"
tiveram que conviver com o abandono
e provavelmente se magoaram tanto que aprenderam a se virar sozinhos.
Depois de um tempo, é tarde demais para uma reaproximação.
Nada mais será como antes. Mas pra que pensar nisso?
O amor... ah, o amor. É tudo que importa pra quem esta inebriado por ele.
Hum, acho que briguei mesmo com o cupido, ele não vai com a minha cara.
Só não me entenda mal, não estou revoltada com o amor ou com namorados
apenas com amigos que abandonam ou se deixam ser abandonados
mas quando chegar a minha vez de escolher espero achar um eixo, um meio termo.
Por isso vou deixar isso aqui escrito pra ler depois e pensar bem
antes de largar quem sempre esteve comigo por alguém que talvez logo me deixe.
Quem sente a dor é que sabe o quanto o sapato aperta.
Pena que o amor é cego.
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domingo, 1 de novembro de 2009

Postado por - Deyse Kelly

____TAMO JUNTO!!!
____AAAAmOoOoOo muito essa guria!!!!

essa postagem na verdade é pra desejar a minha grande companheira , sister, parceira
e "tamo-junto"...
um óóóótimo dia de NiIiIiVeR!!!!
porque elA merece!!!merece rir até doer...
merece dançar até ficar leve...
leve de espírito.
merece sair com quem gosta e fazer o que sente...
merece, LITERALMENTE MERECE, titulos NOBEL de confiança...
merece amar e ser moOoOoOoitoO amada....
E o que é muito importante,merece trabalhar no que gosta de fazer,
e ganhar muito dinheiro com isso!!!! hsauhsuahs $$$$$!!!!!
porque é competente e adora fazer compras!!!!bolsas, sapatos , livros,sapatilhas e afins...
logo logo um carro!!! huuuuuu!!!!é mais ou menos isso.
ainda falta um pouco de tudo que desejo a ela.
e como diz um verso mááárah que gosto:
"Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.Amigo a gente sente!"
beijoOoOO AMIGA!!!!


PS: MAIS DO QUE UM COMENTÁRIO EU QUERO ISSO POSTADO NO SEU BLOG!AFINAL É UMA HOMENAGEM A VOCÊ NO SEU NEVERSÁÁÁÁRIO!!!;)

17 de Outubro de 2009 06:57
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Acho que não há mais nada mesmo a se dizer,
Obrigada! Tamo juntas e não abro.
Te amo pra sempre guria, AMIGA!
Bju pra vc e faço questão de postar isso aqui como vc pediu e pra lembrar depois.
Nada mais a declarar.
-p

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Sabe de uma coisa...
Estou mudando!

Tantas coisas andam acontecendo na vida que estou sem tempo para escrever aqui, a verdade é que preciso ainda parar para verificar acontecimentos, cataloga-los e armazenar tudo na mente. É que não apenas eu mas um cenário inteiro armado esta sendo trocado, repaginado. Mudanças são incomodas! Um turbilhão de coisas andam acontecendo, algumas boas, outras ruins mas sempre acontecem coisas novas, inesperadas. Prometo logo voltar a escrever, ando precisando disso, me abrir comigo mesma. Preciso contar coisas e escrever aqui de alguma forma, escrever liberta a mente.

Juro solenemente estar de volta em breve,
beijos aos que lêem e comentam e aos que só
comentam pessoalmente. Obrigado!